Atrações circenses, cinema, artes plásticas e jazz garantem noite especial de Quinta Instrumental

O cair da tarde no centro comercial de Aracaju, nesta quinta-feira, 9, foi preenchido com as atrações culturais que fizeram da praça General Valadão, um palco aberto da arte. O aracajuano que saiu do trabalho por volta das 17h pôde contemplar um interativo e envolvente espetáculo circense, o ‘De família para família’, de Witiney Barros. Com apresentações em monocicleta, malabarismo, técnicas com uso de fogo, presença de palhaços, entre outras atrações circenses, os artistas abriram a noite cultural arrancando aplausos das dezenas de pessoas que se reuniram na praça.

A beleza do primeiro espetáculo era só o prenúncio das outras atividades que vieram logo a seguir, na programação cultural preparada pela Prefeitura de Aracaju, através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), neste processo de retomada das atividades nas unidades culturais da capital sergipana.

“Embora o formato online seja cada vez mais um aliado da arte, a essência dela também está nas ruas, dialogando com o cotidiano, com os espaços urbanos. As atividades aqui no Centro Cultural, especialmente aqui na praça General Valadão, dão vida a essa importante região da cidade, onde milhares de aracajuanos estão concentrados todos os dias, em atividades comerciais, mas agora também com programação cultural”, enfatiza Luciano Correia, presidente da Funcaju.

Para Robson Lucena, o Palhaço Catchup do espetáculo circense, voltar a encarar um público é um momento especial. “Tinha gente de toda idade e o circo é isso, várias faixas etárias. Hoje trouxemos palhaço, malabarista, o

palhaço músico e apresentamos no ‘picadeiro’ da praça. A sensação de poder retornar é especial, principalmente por toda dificuldade que enfrentamos nesse um ano e meio de pandemia”, destaca o artista.

A quinta-feira marcou também o retorno das sessões de cinema no Centro Cultural de Aracaju. A Sala de Exibição Walmir Almeida, a partir das 18h, exibiu o clássico ‘O Circo’, de Charles Chaplin. Além da experiência audio

visual, os visitantes do CCA puderam contemplar a trilha sonora ao vivo do filme, sob o talento do músico Tony Souza.

Para Raiane de Jesus, 24, a experiência será inesquecível. “Depois de um tempo muito

longo sem exibir sessões de cinema, essa primeira foi indescritível, foi lindo demais. Dá para destacar o espetáculo como um todo, com o pessoal que compôs O Circo, e aí tem essa surpresa, com uma sessão de cinema e com uma trilha sonora viva, né? É muito lindo”, reconheceu.

A programação especial continuou com a exposição do Festival Colora, Simbolismo Escultural Afro-brasileiro, do artista plástico José Everton. “Minha obra, como um todo, entre pintura e escultura, é na essência expressionista. Eu viso com ela levantar a discussão sobre as leis sociais, a discriminação racial, a violência contra a mulher. Busco inspiração na análise dessas problemáticas”, explica o artista. O trabalho ficará em exposição na galeria do Centro Cultural de Aracaju até o dia 25 de setembro.

O desfecho da noite ficou sob a responsabilidade do projeto Quinta Instrumental, com apresentação da banda Aratrio, – conduzida pelo jazz

eloquente de Alejandro Habib, voltando ao palco aberto na praça General Valadão. O trio que carrega a característica de misturar ritmos latinos e regionais pôde, assim como todos os outros artistas da noite, matar a saudade de uma apresentação para o público.

 

 

“É como voltar a respirar, né? Como a gente teve tanto tempo parado com essa loucura que tem sido a pandemia, essa oportunidade é uma chance de voltar a respirar. Claro que a gente não tá totalmente como antes, mas já é um respiro para o artista que esteve tanto parado”, registra Alejandro Habib.