Maratona Cultural transforma a General Valadão em palco difusor da arte aracajuana

A jornada cultural realizada pela Prefeitura de Aracaju, desde o mês de setembro, ganhou mais um capítulo na noite desta quinta-feira, 7, na praça General Valadão, no Centro. O dia marcou o início da quarta semana de programação do I Festival de Artes Cênicas de Aracaju, unindo as linguagens da dança, através das quadrilhas juninas e danças orientais, espetáculo teatral para o público infantil e apresentação musical.

A programação elaborada pela Fundação Cultural Cidade de Aracaju, mais uma vez, permitiu a união dos projetos Quinta Instrumental e Festival de Artes Cênicas, cada vez mais consolidados entre os entusiastas da arte. Os projetos têm distribuído na capital os trabalhos contemplados nos editais executados pelo Município com recursos da Lei Aldir Blanc.

Contemplando o último fim de semana de Festival de Artes Cênicas, o presidente da Funcaju, Luciano Correia, garantiu a continuidade de um calendário cultural em Aracaju. “O Festival de Artes Cênicas, a Feira da Alfândega, as apresentações musicais, tudo isso consolida uma agenda cultural perene e efetiva no Centro Cultural de Aracaju. Independente da Lei Aldir Blanc, posso dizer que a nossa programação terá continuidade”, garantiu.


Às 18h, o palco montado na General Valadão, em frente ao Centro Cultural de Aracaju, viu o grupo ‘Peneirou Xerém’ tomar as rédeas da noite e realizar duas apresentações de quadrilha junina – a primeira com idosos e a segunda com adultos, literalmente transformando à praça numa verdadeira noite de São João.

“Deu para matar a saudade do nosso São João. A Quadrilha Junina sem o ciclo junino, é muito difícil, não existe. Que venham outros projetos, outras atividades, independente do São João, com os cuidados devidos, para que a gente sempre possa brincar nossa cultura, nosso São João”, enaltece o marcador Eló Filho.

Ainda havia espaço para mais dança na noite. Nesse momento Flávia Kahyna assume os holofotes do palco com a sua apresentação ‘A Arte da Dança do Ventre’, numa envolvente e fascinante mistura de passos e movimentos corporais com os trajes orientais.

Por volta das 19h, o semblante da plateia era de máxima atenção e olhos brilhantes. Eram as crianças fixadas em cada narrativa do espetáculo “Vai dar cacho na cabeça do bebê, mainha?”, do grupo ‘A Tua Lona’, no Teatro João Costa, dentro do Centro Cultural.

A população imersa na Maratona Cultural de Aracaju já se acostumou a só dar por encerrada as noites no Centro Cultural após a atração musical. E a celebração veio com os rufos de toda a percussão do grupo Burundanga, sob a direção do maestro Pedrinho Mendonça. Na essência do projeto Quinta Instrumental, o grupo mostrou o talento da produção instrumental aracajuana em mais uma noite que respirou arte numa das regiões mais simbólicas da capital.

A programação cultural segue nesta sexta-feira, 8, no mesmo local, a partir das 17h30, com apresentação do espetáculo de cultura popular “Um resgate Histórico do Samba de Coco do Mosqueiro”, de Rosualdo da Conceição; seguido da apresentação da Quadrilha Junina Xodó da Vila. A noite contará ainda com os espetáculos ‘Os Retirantes Reseiros’, da Cia de Artes Mafuá, ‘Desencontro’, de Tinho Torquato, e o show de Sandyalê.