Último dia do I Festival de Artes Cênicas valoriza produções de comunidades periféricas

O público que compareceu à praça General Valadão, no Centro, neste sábado, 9, último dia de programação do I Festival de Artes Cênicas de Aracaju, teve a oportunidade de acompanhar a talentosa produção artística que está sendo gerada nas comunidades periféricas da capital.

A programação, realizada pela Prefeitura de Aracaju, sob a coordenação da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), uniu a difusão da produção audiovisual do rap local e apresentações musicais, inclusive uma batalha de rimas.

A partir das 15h, teve início uma mostra de curtas e clipes, sete produções sobre a vida na capital, os desafios e as poesias.

O trabalho foi coordenado pelo Sintonia Periférica, que há anos já realiza este tipo de ação nas próprias comunidades.

“O Sintonia Periférica é uma atividade que ocorre nas comunidades de Sergipe. A gente veio ao Centro Cultural apresentar uma mostra de clipes de rap, os mais atuais produzidos a partir da Lei Aldir Blanc. Utilizamos a sala de cinema [do Centro Cultural] para apresentar ao público”, explica o membro do coletivo, Luiz César ou Griot Nagô.

No decorrer da tarde, a partir das 16 horas, vários MCs disputaram na lírica e no ritmo o prêmio de 250 reais em bala de rimas, o Gladiadorx do Mic.

Já na noite, às 20 horas, Pardal MC, Artigo 163, Volúpia, Griot Nagô conectaram a plateia com as vibrações e sentimentos da periferia por meio da música.

“Cai muito bem, porque é uma estrutura diferente, um espaço legal. A gente fazer com que realmente seja uma política pública com participação do Estado e da sociedade civil, é o objetivo lá de 2008 quando a gente começou e estamos concretizando isso”, frisou o Griot.